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Nossa História

​O Terno Moçambique Camisa Rosa é uma das mais antigas e respeitadas manifestações culturais de Ituiutaba, Minas Gerais, com uma trajetória que ultrapassa sete décadas. Fundado em 1951 por Demétrio Silva da Costa, conhecido como "Seu Cizico", o grupo surgiu como um presente à sua esposa, Dona Geralda, em comemoração ao seu aniversário. 

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Ao longo dos anos, o Camisa Rosa consolidou-se como um símbolo de resistência e preservação das tradições afro-brasileiras na região.​

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O Moçambique Camisa Rosa participa ativamente das festividades em louvor a São Benedito e Nossa Senhora do Rosário, integrando o Encontro de Moçambiques, Congos, Marujos e Catupés em Ituiutaba. Suas apresentações são marcadas por cantos, danças e vestimentas características, que refletem a riqueza e a diversidade da cultura afro-brasileira.

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A história do Camisa Rosa é um testemunho vivo da resistência cultural e da valorização das raízes africanas no Brasil, evidenciando a importância das comunidades tradicionais na construção da identidade nacional.​ Para uma compreensão mais profunda da expressão artística e cultural do Moçambique Camisa Rosa, você pode assistir ao seguinte vídeo:

As avós do Camisa Rosa

O trabalho das avós do Moçambique Camisa Rosa é fundamental para a preservação e transmissão da história desse grupo, garantindo que seus valores, ritos e saberes ancestrais continuem vivos. Elas desempenham um papel essencial em diversas dimensões da tradição

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As avós são guardiãs da oralidade, uma das principais formas de preservação da cultura afro-brasileira. Elas contam histórias sobre a fundação do Camisa Rosa, os significados das canções e danças, bem como os desafios enfrentados ao longo dos anos. Por meio das narrativas, mantêm viva a memória de seus ancestrais e reforçam o sentido de pertencimento entre as novas gerações.

 

Ao compartilharem seu conhecimento com filhos, netos e outros membros da comunidade, as avós ensinam não apenas os cantos e rituais, mas também os valores fundamentais do Congado, como ancestralidade, respeito, solidariedade e fé. Muitas delas orientam as novas integrantes sobre a importância dos símbolos e das vestimentas do terno.

 

A religiosidade é um dos pilares do Moçambique Camisa Rosa, e as avós desempenham um papel central na manutenção das rezas, bênçãos e celebrações dedicadas a São Benedito e Nossa Senhora do Rosário, santos padroeiros do grupo. .

 

Historicamente, a participação feminina no Congado esteve restrita a algumas funções específicas, enquanto os homens eram encarregados dos instrumentos e da liderança das apresentações. No entanto, as avós do Camisa Rosa sempre tiveram uma presença ativa, desafiando padrões e abrindo caminho para que mais mulheres ocupassem espaços de protagonismo dentro do grupo, incluindo uma ala feminina, iniciada em 2022.

 

Outro aspecto importante é o trabalho artesanal das avós na produção de indumentárias, bandeiras e adornos utilizados pelo Terno. Uma delas é responsável pelo direcionamento da confecção e manutenção das roupas características do grupo, perpetuando os elementos visuais que fazem parte da identidade do Camisa Rosa.

 

Além de sua atuação dentro do Terno, as avós também desempenham um papel fundamental na organização das festividades, atuando como referências para a comunidade e ajudando na mobilização dos membros. Sua presença fortalece os laços comunitários e garante que a tradição do Congado continue sendo celebrada.

Desenvolvido por Moçambique Camisa Rosa (2025)

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